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Posição errada da mandíbula prejudica o rendimento de esportistas

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Dentista comenta estudos e explica como a saúde bucal pode afetar no rendimento físicos de atletas de alta performance e amadores.

Curitiba, julho de 2019 - Cada vez mais a odontologia tem se mostrado eficiente em diversas patologias. Doenças como apneia, enxaqueca, ronco, zumbido no ouvido e até mesmo a surdez podem ter relação com a saúde bucal. O que muitos ainda desconhecem é que o mau posicionamento da mandíbula também afeta o rendimento esportivo.

Segundo o cirurgião-dentista Diego Rocha, ainda é uma novidade que treinadores e atletas busquem na odontologia uma alternativa satisfatória nos resultados das atividades físicas. “O impacto da saúde dos dentes para o esportista, que também vale para praticantes amadores de atividades físicas, está relacionado ao bom funcionamento do sistema da mastigação”, afirma Rocha.

Para ele, todos os sistemas do corpo humano, em especial o sistema respiratório, estão interligados e, se algo não vai bem, aparecem outros distúrbios como se fosse um efeito dominó. A necessidade da respiração nasal reflete diretamente no equilíbrio das funções do corpo, bem como a posição correta da mandíbula que são essenciais para esportistas.

Um levantamento epidemiológico realizado após a Olimpíada de Londres, em 2002, mostrou que 55% dos atletas necessitaram de atendimento odontológico e mais de 50% apresentaram cárie. O estudo ainda apontou que 45% dos atletas apresentavam erosões dentárias e 76% tinham inflamações na gengiva. Ainda de acordo com a pesquisa, metade dos atletas não haviam recebido acompanhamento odontológico nos último 12 meses.

Outro ponto importante revelado pelo cirurgião é que posição da mandíbula e a mastigação tem relação direta com a postura. Atletas com a mordida errada ou que estão em tratamento ortodôntico, têm um alto índice de lesão porque não conseguem respirar de forma correta e/ou porque altera o sistema de equilíbrio corporal.

“Alterações da posição dos dentes modificam a postura e a força muscular. Assim como os atletas, pessoas que praticam exercícios físicos e não conseguem atingir seus objetivos, devem prestar atenção em como anda o funcionamento bucal. Isso porque o sistema sofre alterações conforme a posição da mandíbula. Se a posição não estiver correta, este sistema responde

com alterações na postura, na respiração e no equilíbrio dos músculos e articulações. O sistema nervoso é um centro de comando para perceber ou planejar um movimento”, explica Rocha.

Um artigo publicado em 2015 (Association between poor oral health and reinjuries in male elite soccer players), associou a relação entre a saúde bucal prejudicada e a reincidência de lesões em jogares de futebol masculino. A saúde bucal deficiente está relacionada à repetidas câimbras musculares associadas ao exercício e à reincidência de lesão muscular. O desequilíbrio da mordida e as doenças bucais aumentam a chance de fadiga muscular precoce.

“A longo prazo, as consequências da má oclusão ainda incluem aumento do risco de perda dentária, com prejuízos funcionais e psicológicos. Entre eles o impacto na performance, sobrecarga muscular e aumento da inflamação muscular. A posição corporal também pode estar associada com a posição da língua, que muda a atividade muscular. É possível haver um ganho de 30% da força muscular quando a língua está corretamente posicionada”, conclui o Dr Diego.

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